Paraisópolis: vítima de tragédia em baile queria ser taxista

De São Paulo – Dois dias depois de completar 22 anos, Bruno Gabriel dos Santos não voltou para casa após dizer que comemoraria o aniversário na residência de um amigo na rua de sua casa, em Mogi das Cruzes (SP). “Ele estava com os amigos quando decidiram ir pro baile”, conta ao Metrópoles Vanine Cristiane Siqueira, 39 anos, que adotou Bruno ainda bebê.

Bruno é uma das nove pessoas que morreram em uma confusão durante baile funk na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. A tragédia ocorreu na madrugada desse domingo (01/12/2019), durante ação da Polícia Militar.

O jovem trabalhava como atendente de telemarketing e se dividia entre brincadeiras com sobrinhos e peladas de futebol em uma quadra.

Sonho
A mãe de Bruno, Denisse Crispiniano dos Santos, 54, aguardava a liberação do corpo do rapaz no Instituto Médico Legal (IML) no Berrine (zona sul de São Paulo) quando comentou com a reportagem que Bruno será o segundo filho que sepultará em seis anos.


Denisse entregou Bruno para a mãe de Vanine por não ter condições para cuidar dele. “Minha mãe está inconsolável. A gente ia realizar o sonho dele de ser taxista. Ele amava dirigir”, conta Vanine.

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Autor: Yago Sales, especial para o Metrópoles